Archive for the ‘Web’ Category:
Fotografia solidária
É uma atividade que o Severo não conta para quase ninguém. Poucos conheciam até o momento, o quanto importante é isso para ele. Inúmeras vezes ele já levou remédios, alimentos e as valiosas fotografias que ele retrata dessa população nômade de nossa cidade.
Mas o principal mesmo é o contato, a conversa, a aproximação dessa gente sofrida, que o Severo realiza anonimamente.
A função deste Blog é colocar essas fotos que Severino Silva realiza nas ruas para que, de alguma forma, algum parente ou conhecido localize as pessoas retratadas. Com um pouco de sorte e bastante divulgação, talvez possa acontecer algum reconhecimento positivo.
Não sabemos ao certo os motivos que levam essa população a viver nas ruas, se é o abandono da família, se é o abandono do Estado e de que forma isso afeta as pessoas. No caso das doenças mentais, certamente, estas devem ser tratadas de forma moderna e eficaz, abolindo os hospícios como depósitos de seres humanos em condições psiquiátricas precárias. Mas, por outro lado, abandonar essa população à própria sorte nas ruas não é uma política pública social e decente.
Deixando de lado todas essas teorias, apresentamos aqui este trabalho que faz parte do Projeto Imagens Urbanas, que é um projeto de participação social através do fotojornalismo, realizado a principio por Severino Silva, Wania Corredo, Domingos Peixoto, Wilton Junior e Guillermo Planel.
Para acessar o blog, basta clicar em www.fotosereencontros.blogspot.com
_
Como lidar com clientes?
Está no Vimeo também o vídeo da Palestra ministrada em junho de 2009, durante o evento 24h de Comunicação, da Faculdade CCAA, sobre como manter uma relação saudável e construtiva com o cliente.
Assista clicando aqui ou nas imagens.
Twitter para que?

Uma matéria do portal Globo.com corrobora minha teoria de que o Twitter ainda é usado para postar relatos que só dizem respeito ao umbigo do usuário, do tipo “não gosto de dia nublado”.
Foram apresentados dados da consultoria Pear Analytics, que analisou mensagens aleatórias no Twitter, onde “os textos foram classificados em seis categorias: notícias, spam, promoções de empresas anunciando produtos e relatos sem maior interesse coletivo, bate-papo (entre duas pessoas) e reenvio de mensagens (retweet-RT)”.
O resultado:
40,55% Relatos sem maior interesse
37,55% Bate-papo
08,70% Reenvio de mensagens
05,85% Promoções
03,75% Spam
03,60% Notícias
Ou seja, o Twitter ainda é muito usado como uma agenda de adolescente: “quero registrar o que se passa na minha vida e dividir isso com o mundo, porque eu devo ser muito importante”.
O Twitter, em sua página inicial, incentiva os usuários a “descobrir e compartilhar o que está acontecendo em qualquer parte do mundo”, ou seja, compartilhar conhecimento. Foi exatamente o que aconteceu quando dos mais recentes conflitos no Irã, onde as pessoas usaram o microblog para levar ao mundo os problemas que estavam passando, numa situação onde a instantaneidade da web foi primordial.
Quero propor que o Twitter só seja usado em casos de guerra? Quando a China mandar mais soldados para o Tibet, ou quando os Talibãs cortarem mais dedos de eleitores, ou quando a Coréia testar mais armas nucleares? Não, claro que não (ainda que seja essencial que isso aconteça).
Existem algumas boas utilizações do Twitter, como por exemplo: Carol Hoffmann, que troca links e recomendações de leitura interessantes. Eu mesmo passo muitos recomendações para ela que são postados lá.
Acredito que toda tecnologia lançada leva um tempo até sua completa maturação e pelo visto o Twitter ainda está um pouco longe disso, mas tenho certeza de que ainda vamos ouvir falar de alguém que conseguiu potencializar as características desse serviço. O que é possível narrar no Twitter com 140 caracteres todo mundo já está testando. Mas como utilizar essa característica a favor da narrativa? Alan Moore faria um baile com isso . . .
_
Find 2 x 2

Neste sábado, dia 16 de agosto, aconteceu na UERJ o FIND (Fórum Internacional de Design e Tecnologia Digital) e mais uma vez compareci para assistir as palestras de convidados nacionais e gringos.
No geral achei a organização do evento boa, mas um ou outro detalhe segue digno de nota: o evento foi realizado num local muito bom, o Teatro Odylo Costa, na UERJ, com capacidade para 1.106 lugares, o que garantiu que todos assistissem as palestras sentados (ao contrário de uma edição passada em que para ver o Sagmeister, muita gente ficou em pé ou sentado no chão). Mas faltou um pouco de sinalização para o local: uns banners conduzindo o público da entrada da UERJ até o auditório teriam ajudado bastante, vi muita gente pedindo informação pra chegar no local (eu inclusive).
A questão da tradução simultânea foi boa também, e vi pouca gente trocando os fones, o que demonstra clara evolução nessa área.
Sobre o que nos levou até o local: palestrantes, achei que o placar foi 2 x 2: das 4 palestras do dia, duas foram boas e 2 não foram, seja porque não falaram nada de novo ou porque se perderam do foco.
Chris Baylis - Clico, logo existo
Palestra boa, sobre campanhas on line foi bem interessante e mostrou algumas coisas do anúncio da TV Philips Cinema 21:9. Achei todos os argumentos válidos e bem expostos, com destaque para a crítica feita ao mercado brasileiro, onde “criativos” (odeio esse termo) gostam de centralizar o processo de geração de peças de comunicação para poder posar de autores máximos, ao contrário dos gringos, que se cercam dos melhores profissionais em cada ramo, para juntos obter o melhor resultado possível num anúncio, vídeo, foto ou o que for. Realmente o ego pode ser um problema no mercado de comunicação. Só não concordei quando ele disse que toda campanha precisa de uma ação on line para funcionar. Oliviero Toscani é um dos maiores comunicadores do mundo e fez isso a custa de, pasmem, cartazes (peça gráfica em extinção). Então não acho que tudo dependa da web para existir ou funcionar, mas como bem disseram meus amigos da 288, é nesse momento em que o cara puxa a sardinha pro lado dele . . .
Masa - Criatividade digital, posicionamento e promoção
Palestra fraca, com dicas óbvias de auto-promoção que já são praticadas por muitos alunos de 5º período de qualquer faculdade, então para profissionais, esperava que ele falasse mais.
A questão de “posicionamento” poderia ter sido abordada de várias formas: como se apresentar perante um cliente e o mercado (metodologia, sistema de cobrança, formalidade etc), que direcionamento ideológico move um profissional, que tipo de restrições morais um profissional se impõe e como isso se reflete na busca por trabalho, que tipo de encomenda nós devemos ou não aceitar, enfim, muitos recortes possíveis. De tudo isso ele só disse que prefere trabalhar para jovens e com esportes ou cultura. Ok, bom nicho muito agradável de atender, mas poderia ter falado de forma mais ampla.
O que se viu foi um relato de como ele chegou onde chegou, direito a falar (várias vezes) que fez trabalhos de um dia pro outro, como se isso fosse uma vantagem estratégica ou projetual. Falar num evento desses, pra tanta gente que o assiste, que um cliente pediu um trabalho de um dia pro outro e que isso foi aceito, sem explicar como se negocia isso, se é custo por hora, taxa de urgência, qual o custo a oferecer ao cliente por pedir algo com tão pouco planejamento, não sei mas acho meio nocivo, não? Que mentalidade vai se multiplicar a partir ed um discurso desses?
Mehdi Saeedi - CMYK Iraniano
Palestra ótima. O cara arrebentou e nem falou o tempo todo, porque metade do tempo foi destinado ao tradutor que o atendia na hora. Começou meio devagar porque o tradutor se limitava a repetir em português as palavras e não sua entonação, sem carga emocional, o que deixava o discurso meio cru e sem vida, mas o trabalho do cara é tão belo que isso sumiu na poeira. Lindas peças tipográficas e bem engajadas também.


veja mais no site dele clicando aqui.
Raphael Vasconcellos - Produto x Propaganda: quem mandará quando for tudo digital?
Palestra fraca. Valeu pelos momentos iniciais em que um problema técnico no som levou o palestrante a fazer uma “gambiarra” e aproveitar o microfone para captar o áudio direto do computador para enviar ao público. Jeitinho brasileiro utilizado para o bem. O tema não foi abordado, porque ao invés de falar sobre como os produtos serão acessados num mundo cada vez mais digital, como se dará o consumo e a busca por informação, o que se falou foi sobre como destacar um produto, criando em torno dele uma historia que faça com o que o observador tenha interesse sem necessariamente ser abordado por um anúncio. Ok, isso é válido, mas esse argumento já é um tanto batido e está em voga há uns 10 anos. Envolver um produto/serviço com significados extras? Foi a partir dessa idéia que se criou a frase preferida dos marketeiros: “agregar valor”.
Enfim, para não dizer que o evento teve aproveitamento de 50%, uma das melhores palestras (só perdeu pro iraniano), foi a do mestre de capoeira (se alguém souber o nome, me avise), que veio até o púlpito agradecer a Arteccom pelo apoio ao projeto social dele (recuperação de crianças marginalizadas a partir da capoeira, esportes, música etc), onde ele demonstrou todo seu conhecimento de pedagogia infantil e disse que tira a violência do cotidiano da criança com muito carinho (e mostrou o tamanho da mãozada que leva esse carinho todo rssss). Espetacular!
Foi bom também rever meus amigos (Carol Hoffman, Guilherme Howat e Guy Leal, Leonardo Caldi, Cassia e Soninha) e claro, alguns dos meus alunos participando da gravação do evento.


