RSS

Educar o cliente

This entry was posted on fev 04 2010

Educar o cliente sobre como o projeto será desenvolvido é primordial para um bom relacionamento. Já nas primeiras reuniões, quando o profissional se apresenta, a metodologia de trabalho, a divisão de tarefas e as responsabilidades de cada parte precisam ser estabelecidas.

Se um cliente quiser depois avacalhar o processo de trabalho (furar cronogramas, pedir alterações fora de contrato, alterar o briefing etc) o profissional tem como argumento a apresentação dos termos que regem o projeto e que o cliente já aceitou. Ele pode até insistir, mas não pode forçar e, se o contrato for assinado, então cabe até medida legal, ainda que esse desgaste raramente valha a pena. O ideal é investir em clientes que demonstram entender a regra do jogo antes de iniciada a partida, para não haver falta depois.

Já trabalhei numa empresa em que ouvi a frase “o cliente é completamente sem noção” mas no momento em que esse cliente fez solicitações absurdas eu perguntei: OqueVoceDisseParaEle? “Nada, vou dizer o que?” foi a resposta. A situação era a seguinte: o cliente é sem noção e está tentando impor seu ritmo. Se o profissional não der noção a ele, o problema nunca vai acabar.

Então vejo vários designers que reclamam da postura do cliente mas vejo vários desses mesmos designers que não querem gastar (investir?) um minuto sequer falando de metodologia, organização etc.

Sendo um cliente sem noção, é nossa obrigação dar noção a ele. Simples assim. Quem não explica, complica junto!

Quando um cliente fala “logom**ca” e o designer acompanha (não me atrevo a escrever essa palavra amaldiçoada), por ter uma postura “o cliente falou, então não vou corrigir, porque pega mal”, então o designer ao invés de propagar informação, está absorvendo (e ratifiacndo) desinformação. Ao invés de manter sua terminologia e num momento oportuno até apresentar os termos corretos (incluindo um glossário num manual de marca por exemplo), se o designer deixa passar as oportunidades de educar o cliente, acaba virando marionete no projeto.

Não falo de tutela, nem de ser também sem noção na hora de apresentar termos, criando situações constrangedoras e sim de entender o tempo do cliente e apresentar no momento certo o seu conhecimento.

O cliente gosta de saber que você entende do que está falando e vai enteder se você mostrar para ele que o termo é X e não Y porque também não gosta quando mudamos os termos dos dados que ele apresenta.

Ou alguém já viu algum nutricionista achar normal alguém chamá-lo de cozinheiro?

Post a Comment